Escritório do Stefano\ Sala de Controle da Dorothy

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Escritório do Stefano Sala de Controle da Dorothy

Mensagem por Turm em 1/10/2016, 22:43

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Re: Escritório do Stefano\ Sala de Controle da Dorothy

Mensagem por Stefano J. Armani em 30/10/2016, 01:00



Um Título Bacana
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Quando me perguntaram o que eu queria ser, eu respondi quem era: Stefano Jorgia Armani, multibilionário, filantropo, economista, proprietário da ARMANI, estilista de moda e designer, sou o verdadeiro criador da modernidade de Gaia.

Em passos largos atravessei toda a mansão em que resido, o dia estava lindo, esplendoroso para um dia de piscina, mas o ofício chamava-me, como já era de costume. Trajava uma camisa social branca simples, com uma bermuda marrom e sapatos normais, um estilo praiano demais para quem estava prestes a organizar o maior desfile de moda e tecnologia que o Norte de Gaia já conheceu, mas esse era um dos prós de se trabalhar em casa, você não tem publico para avaliar seus trajes e atua como achar melhor. Passei por uma das salas e encontrei meu ponto eletrônico estrategicamente posto em uma das mesas, peguei-o e o pus na orelha. — Login: ARMANiStefano. Bom dia, Dorothy. — Disse enquanto um painel saía de uma das paredes que se encontravam no caminho que eu traçava, com uma tela digital onde depositei meu dedo mindinho e foi feita uma leitura.

— Bom dia, Sr. Armani. É um prazer tê-lo em operação. — Uma voz robótica ecoou no ponto.

— Informe-me o necessário. — Um dos criados veio ao meu encontro com uma bandeja onde peguei um pão integral.

— Economia: com o anúncio do Desfile Nortenho, feito  ontem pela senhorita Barbie, as ações da empresa encontram-se trinta e um por cento mais valorizadas. — Sorri. Aquelas palavras, naquele conjunto, eram boas.

— Venda a parte reservada aos acionistas menores. — Ordenei quando cheguei defronte a uma porta azulada e metálica que, após ter lançado um laser contra meus olhos, abriu e revelou o Escritório da sua corporação. Continuei.

— O senhor possui trezentas e vinte e dois mensagens enviadas por indivíduos classificados como “Mulheres das Noites”. —Sentei-me na minha poltrona, não contendo meu sorriso sarcástico. — Apague todas, essas estão antigas. O restante das informações, guarde para a Barbie, afinal ela é a presidente.

[b]— Claro, senhor! —
Uma fenda circular abriu-se no canto da mesa e logo um copo de café submergiu. Peguei-o e degustei.

— Um tanto frio... hmm... Bom para começar o dia. Abrir modelos! — Logo hologramas foram projetados na mesa. Com movimentos nos braços, focalizei um dos modelos e deixei apenas este holograma presente, dando zoom no mesmo. — Esse modelo ainda não é um modelo Armani... Onde está Barbie e os outros estilistas? Já são sete da manhã! Convoque todos, Dorothy! Assim como as modelos...

— Sim, senhor! — Disse a Máquina em subserviência.
Stefano J. Armani
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Re: Escritório do Stefano\ Sala de Controle da Dorothy

Mensagem por Convidado em 31/10/2016, 15:56

Armani
Oops!

I think I did it again


— Não.

— Mas, senhorita...

— Não, não e NÃO! É tão difícil assim compreender?! E saia da minha frente.

Quando nos cercamos de pessoas competentes, esse tipo de cena não acontece. O fato era que minha assistente resolveu adoecer justamente na semana mais complicada do ano e o departamento de recursos humanos não tinha nada além de uma ameba para substitui-la. Mirella encolheu os ombros e se calou ao meu lado. Continuei meu caminho, mas uma figura chamou minha atenção na sala que meu primo, Armani, decorou exclusivamente para seus saraus. Que, na maioria das vezes, terminavam em festinhas ridículas. Aproximei-me e deixei que um longo suspiro escapasse.

— Ocupado, não é?! — sibilei.

A governanta tentou me impedir, voltar minha atenção para outra coisa, mas falhou. Ela trazia consigo uma pequena bandeja com um breve desjejum. Provavelmente para a moça que se encontrava deitada em um dos sofás da sala. Adentrei junto à governanta e bufei. Tomei em mãos a jarra de suco e o pequeno recipiente com geleia de morango, virando-os em cima da “bela adormecida”.

— Bom dia, querida! — minha voz era calma, mas havia algo nas entrelinhas. — Está demitida. — avisei a garota, que fazia parte de nossa seleção de modelos, ao jogar os recipientes vazios em cima do sofá.

Deixei a sala e voltei ao meu objetivo naquela manhã.  Usava calça de couro preta de cintura alta, tão macia quanto apertada, e uma blusa branca sem mangas, um pouco apertada nos seios, terminando cinco centímetros acima do umbigo. Um cropped simples, afinal os pontos altos do looks eram outros. Meu cabelo comprido e loiro caía nas costas como uma manta espessa, lustrosa. As unhas das mãos e dos pés estavam pintadas de um branco luminoso, parecendo refulgir de dentro, e minhas sandálias, também negras, acrescentavam 15 centímetros à minha estrutura de 1,68cm.

Após passar pela burocracia das salas altamente equipadas por tecnologia – algo desnecessário que meu primo adorava e que sempre me irritou -, deparei-me com ele em seu diálogo matutino com a máquina.

— Dorothy, cancele todos os eventos publicitários até o desfile. Mantenha apenas os alltypes que Kendra fez. — ordenei já com o dispositivo de comunicação com a I.A., acoplado próximo ao meu rosto. — Amanheci com ideias novas.

Observei Stefano por alguns instantes, o suficiente para reorganizar minhas ideias e não despejar em cima dele todas as palavras de baixo calão que aprendi em minha última visita ao Leste. Caminhei lentamente até ele, então me sentei-me em cima da mesa, afastei as pernas e apoiei meus pés nos apoios da cadeira dele.

— Dorothy. — disse ainda olhando fixamente nos olhos de Stefano. — Elimine qualquer compromisso que o senhor Armani tenha hoje. E sobre os estilistas... Não se dê ao trabalho de saber onde eles estão, meu querido. Estão todos demitidos. Pedras cobertas de musgo nos confins do Oeste são mais criativas que eles.

Inclinei o corpo para frente, apoiando os braços nos meus joelhos levemente curvados devido à posição da cadeira de Armani.

— Eu. Estive. A. Noite. Toda. A-tu-ran-do. Aqueles. Imbecis. E. Você. Estava. Aqui. Farreando. Com. Aquela. Ridícula. STEFANO!  — meus olhos azuis pareciam queimar. Poderia, ali mesmo, enforcar o inconsequente do meu primo.

Referia-me ao evento anual que qualquer apaixonado por moda nos quatro cantos de Gaia sonhava em estar. Ao final do evento, há sempre uma grande festa de gala onde a cúpula dos interessados no assunto se reúne. A maioria deles são idiotas sem qualquer chance de adentrar ao mundo criativo ou críticos sem senso, mas que sempre conseguem tirar das trevas e colocar no topo fashion quem quiserem.

— Fiz um comunicado oficial, sem sua permissão, claro. Onde informei que a Armani trará uma nova visão da moda, uma releitura do que é fashion  e desejado. Ou seja, todos estão esperando a nova Era Armani. Em sua essência, meu querido. Como fará isso? Não tenho ideia, mas você tem seis meses pra isso. — terminei com um largo sorriso no rosto, sem me importar com a reação dele.
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Re: Escritório do Stefano\ Sala de Controle da Dorothy

Mensagem por Stefano J. Armani em 1/11/2016, 00:18



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— Esse azul sai, muito brega. — Discutia comigo mesmo enquanto olhava para aquele modelo. Mas alguma alteração necessária, eu faria daquele trabalho mais um anexo à minha lixeira. — Eu devia estar muito bêbado quando criei essa merda— Refleti.

A maquina remodelava o look enquanto eu me debruçava contra a cadeira e, devido à minha grande concentração, devo não ter escutado a porta da sala abrir-se. Quando dei por mim, uma voz familiar feminina ditava ordens e condutas para minha fiel secretária e, ainda como se não bastasse, sentou-se sobre minha mesa. Tentei ignorar a figura, pelo prazer de vê-la irritada, reposicionando o holograma para fora do seu foco, mas aquela “ilustre presença” era inevitável de não ser percebida.

—Dorothy, traga-me uma vodka— Sussurrei com o ponto.— Bom dia, senhora Presidente. — Disse com um tom sarcástico enquanto sorria de canto para a mulher. Era belo vê-la corar de ira, mas aquela criatura tinha um maravilhoso dom de espelho que culminou em tirar minha paz quando cancelou meus eventos. — Dorothy, cancele as últimas ordens!

— A da Vodka, senhor? — Perguntou a I.A.

Sorri para Barbie. — Pensando melhor, deixe apenas ainda válida a entrevista com aquela modelo do Cassino do Sr. Borgman hoje... E a Vodka. — Voltei a olhar para o modelo.

Barbie continuava com sua postura, que tanto me agradava e me desagravada. Era o vinho e a cicuta a relação que eu tinha com a minha prima, desde criança. Nossos pais se foram desde muito cedo e eu aprendi a conviver com a minha única parceira de projetos desde a minha faculdade de Engenharia Tecnológica. Foi ela a primeira a saber que eu iria ingressar no ramo da moda e ela que norteou minha empresa quando descobri que, enquanto no seu sangue o empreendedorismo do sul falava mais alto, no meu, as mulheres e farras do norte corriam em veias venosas.

Sorri ao escuta-la falar sobre os estilistas e levantei uma das sobrancelhas.

— Os musgos do Oeste não dão opiniões, Srta. Armani. Ainda que estas sejam ruins, me auxiliariam e não me fariam rumar esse modelo na lixeira- Fiz um movimento com as mãos e logo o modelo de vestido desapareceu da mesa. — Já parou para pensar que essas pessoas possuem família? — “Falou a pessoa que possui como secretária um robô”. Uma taça de vodka submergiu da mesma abertura de onde havia saído o café. Tomei um gole. Olhei para seus pés apoiados nos braços da minha cadeira.

Barbie não demorou-se para iniciar as reprimendas quanto às minhas farras noturnas. Sorri  e despojei-me ainda mais contra a minha cadeira. Pisquei para a mulher observando seu olhar de ira. Mulher de fases.

— Eu estava em entrevista para modelos e não... a Priscila não foi aprovada. — Gargalhei, não da mulher que havia me cedido uma noite quente de prazer, mas de minha prima. — Entenda, isso se chama divisão de trabalho. Era seu papel estar com aqueles imbecis, você é a presidente. Eu sou apenas um artista, preciso de inspirações. — Estralei os dedos e apontei para a mulher.

— Senhor, a modelo que se encontrava aqui ontem chamava-se Kathinis. — Informou Dorothy. Dei de ombros para a informação.

Tomei mais um gole enquanto escutava mais informações da mulher. Animei-me ao escutar o que dizia.

— Viu ai? Mais um motivo para inspirações... — Sorri em desgosto. — "Era Armani"... Para você é fácil que lida com números, seleções e demissões... Eu! Não estou conseguindo fazer um vestido... —

Olhei de relance para a tela. — Mas enfim, falando em moda. — Como se nunca tivéssemos deixado de falar. — Nessa sexta teremos o encontro de estilistas do Oeste, aquele evento de Urbe maquinizada insuportável e eu estarei gripado, ou seja, você vai. Por quê? Olhei em sua lista. —

Estralei os dedos e uma lista intitulada “Viagens da Barbie” apareceu no centro da mesa. — E percebi que já faz uma semana que não vai ao norte. Não aguento aquele fanatismo ou aquele show de ego. Você tem mais tento... Preparei até seu look —

Estralei novamente os dedos e um modelo de vestido surgiu no lugar da lista. — Esse é o meu mais novo modelo. O Camaleão, exclusivo para você, para evitar aquele probleminha com erro de cor  do último evento, este vem com uma tecnologia acoplada em que a cor muda de acordo com sua vontade. Tem. Até. Transparente! Se quiser testar agora...

VESTIDO:

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Re: Escritório do Stefano\ Sala de Controle da Dorothy

Mensagem por König em 1/11/2016, 11:46

Notinha de rodapé: Meu caro "chocolatinho baiano", você pediu o template e eu arrumei, favor tentar deixá-lo arrumado. É a segunda vez que formato seu texto, porque fico com nervoso. Além disso, coloque um titulo, curumin. è.é É, praticamente, um veterano em RPG e continua bugando a formatação dos textos. Você precisa de uma surra e uma noite com o senhor de engenho pra ver se para de bugar. Grata. /\
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Re: Escritório do Stefano\ Sala de Controle da Dorothy

Mensagem por Convidado em 3/11/2016, 00:04

Armani
Oops!

I think I did it again


P
osso esganá-lo agora? Não? E agora? Posso? A paz que reuni em meu interior naquele momento era mais pura do que a paz vinda de uma meditação profunda nos templos do Oeste. Armani possuía em seu íntimo uma inquietação que sempre o direcionava para os caminhos mais complicados e as escolhas mais extravagantes. Me dever não era controlar isso, nem mantê-lo dentro dos limites. Meu dever era conseguir manter minhas mãos longe de seu pescoço o maior tempo possível.

— Não, meu querido, não era o meu papel. — com a ponta do sapato apoiada no peito de meu primo, o empurrei para trás, fazendo com que sua cadeira deslizasse e parasse apenas ao encontrar a parede. Aproveitando o espaço livre, cruzei as pernas.

— Como "artista", você deveria saber que inspiração vem de qualquer lugar e a qualquer momento. Moda é mais que fazer um vestido, Armani. Moda é conceito, é um divisor de águas. Está no óbvio ou onde você jamais imaginou que estaria. Mulheres, farras e esse seu consumo desenfreado de álcool não trará inspiração alguma, menos ainda estabilidade. Isso aqui não é seu mundinho de códigos, não nos bastamos apenas no zero e um. É um constante aprendizado.

A essa altura minha voz já havia se alterado. Quando Armani surgiu com a ideia de se introduzir no universo intenso da moda, confesso que fui a primeira a apoiar. Nossa marca cresceu rapidamente com a mescla de tecnologia em nossos modelos. Todos queriam ser futurísticos, todos queriam ser Armani. Porém, novidades passam em um piscar de olhos, para se tornar uma lenda, é preciso mais do que uma novidade.

— Sua presença já foi confirmada e você vai. Isso não é um pedido, aviso ou qualquer outra opção que você possa arranjar para tentar fugir dos seus compromissos. É uma ordem

Semicerrei os olhos para o modelo e bufei. Erro de cor? Está aí mais uma coisa que odeio em meu primo: Sua total falta senso. Nunca assume um erro, parece até uma criança de abdome chapado e cabelo lambido. Típico.

— Lembro-me muito bem de um certo rapaz que cismou de colocar acrescentar cores e texturas totalmente fora de época em um modelo exclusivo e fez questão de infernizar a prima por meses para que ela usasse aquele emaranhado de mal gosto em um evento importantíssimo. Agora, eis que esse mesmo rapaz tem a audácia de direcionar a culpa para mim. Ah, me poupe, Armani.

Ergui a mão direita e estalei os dedos, em seguida apontei para ante sala. Lugar onde Armani sempre deixava suas criações exclusivas para mim. Desci da mesa e segui para lá, a fim de experimentar o tal modelo. Não demorou muito para que me vestisse, então voltei para a sala de controle. Entortei os lábios, depois os mordi.

— Odiei. Parece uma reinvenção da sua primeira coleção. — neste momento o vestido estava parte azul, no comprimento, e negro na parte de cima. As cores se juntaram em um degrade fabuloso. — Sério, Armani, O que esrá acontecendo com você? É outra desilusão amorosa? Cansaço? Falta de criatividade? Ou talvez falta de estilo... — minha últimas palavras foram ditas, enquanto observava, de cima a baixo, o look de meu primo.
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